
1. Inicialmente fale-nos um pouco sobre você, sua vida profissional.
Sou engenheiro elétrico, professor universitário de Pós-graduação da Master School, Unibero e Unicid. Tenho 3 livros escritos, que são: Alice no Pais do Contact center, O call center do dr Hanz e também No tempo das Matinês.
Tenho uma consultoria na área de call center, que se chama kendi sakamoto contact center consulting e sou bem conhecido no meio de call center.
2. Quando começou a colecionar os gibis?
Comecei a gostar de gibis aos 4 anos de idade, através do meu irmão mais velho.
Como desenho também, curto muito não só a história ( roteiro), mas tambem o tipo de traço dos desenhistas, o cuidado na elaboração e enquadramento, etc...
Comecei realmente como colecionador em 1986, e não parei mais. Acabei conhecendo muitos colecionadores e vendedores de gibis.
3.
Você é o maior colecionador de gibis do Brasil. Quantos ítens tem sua coleção?
Na realidade, sou o maior colecionador de gibis antigos do Brasil, já que o meu
Acervo tem na realidade as relíquias dos anos 30, 40, 50, 60 e 70.
Tenho alguns gibis mais recentes ( década de 80 em diante), mas dou preferência aos mais antigos.
Acredito que tenha 70.000 exemplares, embora tenha uma parte de gibis repetidos.
4. Como você os guarda e onde, já que é uma quantidade grande?
Tenho um espaço de 120 metros quadrados só para gibis. O armazenamento deles tem um tipo de preparo:
- o grampo dos gibis é retirado, para não enferrujar e estragar as revistas
- os gibis devem ser guardados invertendo-se a posição dos mesmos, para não criar lombadas nas dobras.
- não pode ter luz demais e nem umidade ou calor em excesso.
5. Existe alguma seleção do tipo de revistas?
Os gibis possuem seleção por ano e numeração. Há desta forma a Ebal, editora que preferia publicar por série a cada 100 gibis daquele herói. Outras editoras preferiam ter numeração continuada. Ficava a gosto de cada Editora.
6. Qual foi a época de ouro dos quadrinhos?
A época de ouro foi no período de 1940 a 1960, embora alguns insistam em dar mais ênfase na década de 50. há verdadeiras obras de arte, tanto nas capas, quanto nos roteiros inteligentes e quadrinhos bem desenhados.
A capa sempre foi um expetaculo que ajudava a venda dos gibis.
7. Qual foi a 1ª revista em quadrinhos a ser lançada no Brasil?
Tivemos no formato tablóide o suplemento juvenil e Globo Juvenil.
Posteriormente, foram publicados Mirim, pela EBAL e O Gibi, pela Rio Gráfica e Editora, do Roberto Marinho. Curiosamente, o nome gibi acabou ficando no Brasil, sinônimo de historias em quadrinhos.
8. E o primeiro personagem brasileiro?
Para esta informação, tive que recorrer ao Wilkpedia do google, que menciona:
Os quadrinhos no Brasil possuem uma longa história, que remonta ao século XIX, com o trabalho pioneiro de Angelo Agostini que criou uma tradição de introduzir desenhos com temas de sátira política e social (as conhecidas charges) nas publicações jornalísticas e populares brasileiras. Entre seus personagens populares estavam o "Zé Caipora" e Nhô-Quin" (1869).[1] Nessa linha apareceu também o cartunista Belmonte, criador do Juca Pato. Em 1905 surgiu a revista O Tico Tico, considerada a primeira revista de quadrinhos do Brasil,[2] com trabalho de artistas nacionais como J. Carlos. A partir dos anos 1930, houve uma retomada dos quadrinhos nacionais, com os artistas brasileiros trabalhando sob a influência estrangeira, como a produção de tiras diárias de super-heróis (com a publicação do Garra Cinzenta em 1937 no suplemento A Gazetinha) e de terror, a partir da década de 1940, [3] com os jornais investindo nos chamados "suplementos juvenis", idéia trazida da imprensa americana por Adolfo Aizen. Em 1939 foi lançada a revista O Gibi, nome que se tornaria sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil.
9. É verdade que a mini saia foi lançada a partir de um personagem em quadrinhos? Conte-nos sobre isso.
Sem duvida, o grande desenhista Alex Raymond, na década de 30, inventou a mini-saia no Planeta Mongo, para a mocinha Dale Arden, namorada de Flash Gordon. A moda internacional colocou a mini saia na década de 60, e nunca mais saiu de moda.