Gibi Raro
     

NATIONAL KID

O que nós não sabíamos, mas também não interessava, era que o seriado tinha sido criado em 1960, por encomenda, com a finalidade de servir de merchandising para a fábrica de eletrodomésticos National Electronics Inc., atual Panasonic.

O personagem tinha poderes especiais, voava e lutava pela paz no mundo. Levava o nome da empresa para ajudar a aumentar as vendas. Os atores eram, em alguns casos, amadores, e os episódios foram todos filmados em preto-e-branco.

A abertura dos episódios começava com os dizeres do locutor, em forma de lema: “ Mais rápido que os aviões a jato, mais forte que o aço!/ O invencível super herói, cavaleiro da paz e da justiça. National Kid!”

A partir daí então era entoada a canção tema do seriado. Começava o nosso seriado.

Sempre que a Terra era ameaçada por seres de outro planeta, surgia um ser vestido com roupa espacial, capacete, máscara, capa e luva que salvava a todos e era auxiliado (ou atrapalhado) por vários personagens. Seu nome era o nosso National Kid. Ele era oriundo da galáxia de Andrômeda. O que caracterizava este super-herói era o seu modo de voar. Diferente do Super-Homem, ou qualquer outro, ele voava com os braços abertos. Com duas pistolas, colocava fora de combate os seus adversários. Suas lutas corporais com seus adversários eram verdadeiras danças, e ele é um dos precursores das lutas marciais vistas hoje nos filmes do gênero.

Ninguém sabia que, na verdade, Massao Hata tinha dupla identidade: ele era o National Kid. Dois atores

protagonizaram o personagem de National Kid: Ichiro Kojima iniciou o seriado, mas foi substituído por Shiutaro Tatsumi.

Os núcleos eram os seguinte: Massao Hata era um pacato professor japonês cujos alunos eram as crianças Gôro, Kura, Yukio, Kioko, Tomohiro e Tiako (a mais velha, que tomava conta da casa e dos menores). Havia também o cientista Dr. Mizuno e o delegado Takakura com seu assistente Doi.

O seriado foi exibido no Brasil, de 1964 até início dos anos 1970 pelas TV Record, de São Paulo, TV Rio, do Rio de Janeiro, e TV Globo, carioca.

A série só parou de passar na TV porque o então Ministro da Justiça da ditadura militar, Alfredo Buzaid, censurou todas as séries que tinham super-heróis voadores. Se não fossem voadores, será que poderia?

Ainda que tenha sido grande sucesso entre as crianças brasileiras, não fez muito sucesso no Japão. Nas palavras de seu próprio produtor, que em viagem ao Brasil na década de 90, foi descoberto por um repórter que o entrevistou, disse ter se surpreendido com a popularidade que o personagem teve no Brasil



[voltar para Curiosidades sobre outros]
Fórum

Direito Autoral - Este site tem como único objetivo Cultural preservar a memória dos quadrinhos publicados no Brasil, possibilitando fonte de pesquisa para estudantes, jornalistas, aficcionados do gênero e curiosos. Todas as manifestaçoes aqui contidas respeitam os direitos autorais dos detentores dos personagens de gibis, HQ, mangá, Comics, animes, quadrinhos e personagens em geral, bem como editoras e desenhistas contidos neste site. (Kendi Sakamoto)
desenvolvido por Dialética