GIBI - QUADRINHOS - COMICS - HQ - MANGÁ - ANIMES - FANZINES
Existe um mundo diferente, além, muito além, do que qualquer ser humano poderia trilhar em vida terrena.
É um mundo maravilhoso, onde o previsível e o imprevisível acontece a todo momento, onde a ação emoção e aventuras ditam as regras da sobrevivência.
É um mundo que sai da imaginação de roteiristas, desenhistas e escritores de todo o planeta, povoando a criatividade sem fim, proporcionando um universo maravilhoso e incomparável.
Estamos falando do mundo maravilhoso das historias em quadrinhos, ou mais conhecido como "gibi".
A frase popular: "Não está no gibi", demonstra claramente o poder de influência dos quadrinhos na formação e educação de milhares de leitores em todo o mundo.
Quem não se recorda de participar de compra e troca de gibis? Na compra de gibis sempre uma surpresa agradável, seja pela capa, histórias ou desenhos.
E na troca de gibis, no formato americano, uma regra adotada, se referia ao número de páginas. Assim sendo, as Edições Extra ou Especiais com 52 ou 68 páginas podiam ser trocadas por 2 revistas. E também os Almanaques com 100 páginas, eram trocados por 3 gibis de 36 páginas. Mas no caso de revistas Disney, 1 gibi no formato americano era trocado por 2 Pato Donald ou Zé Carioca ou 1 revista do Mickey.
Tempo que os saudosistas gostariam que voltasse.
Tudo começou no longinquo 14 de março de 1934, quando o jornalista Adolfo Aizen publicou o Suplemento Infantil. Logo em seguida, Roberto Marinho publicou em formato tablóide, O Globo Juvenil em junho de 1937. Começava ai a pulicacao continua do mundo encantado das Historias em Quadrinhos.
A Rio Gráfica e Editora resolveu fazer lancar a sua revista GIBI, . O nome GIBI é uma palavra que o povo denominou a todas as revistas de histórias em quadrinhos. Todos dizem: “Empresta-me um gibi”, “venda-me um gibi”. GIBI é um nome colocado entre as primeiras revistas do Brasil, e a Rio Gráfica não esta sabendo aproveitar esse nome. O GIBI voltou, mas não como devia. Os editores deviam fazer voltar aquele título antigo do GIBI (com o negrinho ao lado), mais páginas e republicar histórias antigas de: Príncipe Submarino, Zaz-Traz, Tocha Humana, Vingador, Raio, Cometa, Trinca do Terror e outros.
Além das ediçoes extras, edições especiais, haviam também os Almanaques de férias, que normalmente saiam no final de Junho para serem lidos nas férias.
No caso da EBAL, os almanaques de férias seguiam a numeração normal dos gibis, o mesmo não ocorria pela RGE, que deixava os exemplares sem numeração.
Os Almanaques de 100 páginas normalmente saiam em Dezembro, como um grande presente de Natal. Os leitores se deliciavam entre o Natal e o Ano Novo vendo.
O verdadeiro colecionador de gibis precisa ter 3 atributos fundamentais: dimensionar o espaço fisico para o tamanho da coleção que ele pretende formar, tempo para ler, reler, organizar e curtir as revistas da coleção, e dinheiro para sempre estar substituindo as mesmas revistas por outros exemplares em melhor estado de conservação, para que a coleção fique sempre mais bonita. E, curiosamente, muitas vezes, acaba formando outras coleções de gibis repetidos, com exemplares num estao de conservação mais modesto.
Eu ainda compro gibis antigos, para substituir os meus exemplares por outros em melhor estado de conservação.
O propósito deste site é mostrar um pouco deste mundo maravilhoso, suas curiosidades, seus desenhistas e roteiristas mais famosos, e sua contribuição ao mundo real.
Os agradecimentos deste site são para os pioneiros nas publicações os quadrinhos no Brasil.
- Adolfo Aizen - Editora Brasil América LTDA - EBAL
- Roberto Marinho - Rio Gráfica e Editora - RGE - Atual Editora Globo
- Victor Civita - Editora Abril
No mundo encantado das histórias em quadrinhos, o imaginário é a maior fonte de inspiração dos heróis de carne e osso, com suas virtudes e defeitos como qualquer um de nós, os leitores e colecionadores de gibis.
E para que haja um momento mais lúdico, esses herois muitas vezes se transformam em Super-heróis, deste ou de outros mundos, usando ou não uniformes esportivos dos mais variados estilos, na convicção plena que o bem sempre triunfa sobre o mal.
Este site existe pela vontade de apreciadores dos quadrinhos, tanto colecionadores, quanto pesquisadores e jornalistas, pessoas maravilhosas que me ajudam a mante-lo atualizado.
Agradeço imensamente ao Antonio José da Silva (Tom Zé), Idalino , Wagner Augusto, Gonçalo Jr., Diamantino da Silva, Franco de Rosa, Primaggio Mantovi, Genildo Tavares da Silva, Alvaro de Moya, Rodger Matsuda, Miguel Patricio, Rika, Adriano Rainho, Sandra Monte, Edson Cerqueira, Romulo Rangel, Murillo Cesar Caetano, Carlos Duarte, Norton Mccoll, Caroline Benedetto e Vagner Baldasso. Aos poucos, irei aumentando a lista de colaboradores.
Kendi Sakamoto
ORIGEM DOS GIBIS
1905 - LANÇADO O PRIMEIRO NÚMERO DE O TICO-TICO NO DIA 11 DE OUTUBRO.
1906 - EDITADO O PRIMEIRO ALMANAQUE DO TICO-TICO , NUMA EDIÇÃO ANUAL QUE VAI SE CONSAGRAR NOS PRÓXIMOS ANOS.
1908 - ALFREDO STORNI CRIA O CASAL DE PERSONAGENS ZÉ MACACO E FAUSTINA, PARA A REVISTA O TICO-TICO.
1910 - SURGE KAXIMBOW , DE MAX YANTOK, CUJAS HISTÓRIAS TAMBÉM ERAM EDITADAS NO TICO-TICO.
1914 - NUMA HISTÓRIA DE CHIQUINHO , PUBLICADA NO O TICO-TICO O PERSONAGEM PASSA EM REVISTA AS TROPAS ALIADAS QUE LUTAVAM NA EUROPA, DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.
1915 - AINDA NA REVISTA O TICO-TICO APARECEM O NOVO PERSONAGEM BENJAMIM, COMPANHEIRO DE CHIQUINHO.
1918 - PUBLICADO O PRIMEIRO BRINQUEDO DE ARMAR , PELA ÚNICA REVISTA INFANTIL ATÉ ENTÃO, O TICO-TICO.
1921 - COMEÇA A SER PUBLICADO O JUQUINHA.
1929 - EDITADO O PRIMEIRO NÚMERO DE A GAZETA INFANTIL EM SÃO PAULO.
- COMEÇAM AS AVENTURAS DO PALHAÇO PIOLIM.
- SURGE O SEMANÁRIO MUNDO INFANTIL.
1930 - NINO BORGES LANÇA OS PERSONAGENS BOLINHA & BOLONHA E JOJOCA & RABICÓ.
- SUSPENSA A PUBLICAÇÃO DA GAZETA INFANTIL; ESTE PERÍODO FICOU SENDO CONHECIDO COMO A SUA PRIMEIRA FASE.
1933 - VOLTA ÀS BANCAS A GAZETA INFANTIL , EM SETEMBRO, INICIANDO A SEGUNDA FASE.
1934 - LANÇADO O SUPLEMENTO INFANTIL COMO ENCARTE DO JORNAL A NAÇAO ,NO RIO DE JANEIRO EM 14 DE MARÇO.
- O SUPLEMENTO INFANTIL É TRANSFORMADO EM SUPLEMENTO JUVENIL EM 20 DE JUNHO DE 1934 , NO NÚMERO15 , PASSANDO ASER UMA EDIÇÃO INDEPENDENTE.
- EDIÇÃO ESPECIAL DE NATAL DO SUPLEMENTO JUVENIL, CHAMADA EDIÇÃO MARAVILHOSA.
Museu dos Quadrinhos na Amazônia
17/02/2012
Amazônia Comicon organiza campanha de doação de originais de histórias em quadrinhos produzidos nos últimos 30 anos em todo Brasil para compor o acervo inicial do Museu dos Quadrinhos da Amazônia.
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